O estresse no mundo corporativo é, definitivamente, um dos grandes vilões no ambiente de trabalho. É o que aponta uma pesquisa realizada pela Robert Half, consultoria americana especializada em recursos humanos, com 5.687 executivos de 20 países.

Os resultados mostram que 58% acreditam no aumento do estresse neste ano. Dentre as causas apontadas, 65% sentem os efeitos da crise mundial e 48% enfrentam um aumento na carga de trabalho.

Soma-se a isso que 36% das empresas não oferecem nada para que seus funcionários lidem com o estresse. Em condições tão adversas, torna-se cada vez maior a necessidade de lazer para aliviar o nervosismo do trabalho.

IstoÉ Dinheiro

Quando falamos em envelhecimento natural ou normal estamos falando de uma fase da vida chamada senescência, que nada mais é do que o envelhecimento sem doenças, onde perdas ocorrem de forma natural devido principalmente à passagem do tempo. Já a senilidade está ligada ao envelhecimento onde ocorre o aparecimento de doenças crônicas ou não. A verdade é que mesmo na senescência tanto quanto na senilidade, o envelhecimento hoje em dia está sempre associado a perdas.

Envelhecer, então acaba trazendo emoções ambíguas, queremos viver mais para aproveitar mais a vida, mas tememos a velhice, a decrepitude, que nos lembra e que nos aproxima da morte.

Durante o envelhecimento é quase impossível não se deparar com perdas de alguma ordem. Elas ocorrem e são inevitáveis: perda da juventude, perda de amigos, perda de membros da família, perda do trabalho, perda de oportunidades e perdas físicas. Mas, como cada ser humano é único e possui sua singularidade, as formas de envelhecer, e de perder também são únicas. Perdas e alterações podem ocorrer sim, mas nem sempre da mesma forma e com a mesma intensidade.

A verdade é que nunca podemos generalizar. Não se envelhece de uma forma particular. Mas uma grande maioria de estudiosos afirma que se envelhece como se viveu. Isto é, se você foi uma pessoa que se preocupou de alguma forma com sua saúde e se preparou, se cuidou, com certeza vai usufruir de uma velhice mais saudável, e mais prazerosa. Mas nem sempre é assim, e hoje em dia nosso grande desafio é envelhecer com independência, autonomia e qualidade de vida, de preferência aceitando e se adaptando a nova realidade, remodelando a vida da melhor forma possível dentro das nossas limitações e circunstâncias particulares.

Sabendo que o estilo de vida influencia 75% a nossa qualidade de vida, investir em atitudes saudáveis mesmo quando se é mais velho, o resultado é muito positivo. Para o idoso, mexer com este estilo é difícil, mas não impossível. Atitudes saudáveis minimizam enormemente as perdas. Valliant (estudioso e autor do livro Aging Well, 2003) enfatiza a importância de investimentos nos nossos estilos de vida e na nossa saúde subjetiva, e enfatiza a máxima; “Estar doente não é o problema, conquanto que não se sinta doente.” Levando-nos a refletir a respeito da importância de atitudes e pensamentos positivos.

Podemos fazer muito pouco para mudar nossa genética, mas podemos mudar hábitos e evitar muitas doenças. A resposta e a atitude estão nas nossas mãos. Muita coisa há que se fazer ainda na velhice. Nunca podemos nos ater ao limite fisiológico, e nunca é tarde demais para fazermos escolhas acertadas Lembrando Godfard (2002); “Existe sim no envelhecimento um limite do biológico (involução), mas não daquele outro corpo, que sabemos ser capaz de prazer, instrumento de amor, sensibilizados pela força dos vínculos”. Há sempre um novo amanhã enquanto houver vida.

Por Sônia Fuentes

Psicóloga, mestranda em Gerontologia pela PUC/SP

Atualmente, o trabalho de prevenção na área de saúde e melhoria da qualidade de vida está adquirindo uma importância maior. Pode-se perceber que a presença do psicólogo no ambiente de trabalho tem sido fundamental para se chegar a um resultado mais abrangente frente à qualidade de vida dos funcionários e da produtividade da empresa. As pessoas tem buscado o bem-estar biopsicossocial e sabe-se que a vida emocional e a capacidade das pessoas interagirem e lidarem com seus sentimentos e dificuldades tem cada vez mais importância. Essa importância se apresenta no cotidiano, nas relações do indivíduo com seu trabalho, com amigos, parceiros, filhos, etc. O trabalho do psicólogo traz vantagens para a administração empresarial, tais como:

  • Maior satisfação do funcionário;
  • Melhora na relação funcionário-empresa;
  • Dinamização da equipe;
  • Redução do tempo de licenças e atestados;
  • Diminuição do estresse no ambiente de trabalho;
  • Diminuição do numero de casos de má aderência ao trabalho proposto;
  • Melhora no relacionamento entre os membros da empresa;
  • Melhora no processo de produtividade da empresa.

O trabalho de prevenção na área da saúde está adquirindo maior importância por apresentar vantagens no trabalho curativo. Uma proposta do setor de psicologia junto ao Departamento Médico na empresa ou Programa de Qualidade de Vida, visa favorecer a aquisição de conhecimentos acerca da dinâmica psicológica dos funcionários com finalidade de melhorar a aderência ao trabalho e a produtividade. Poderão ser ministradas palestras e reuniões para visualizar a relação entre funcionário e empresa, a dinâmica que envolve o trabalho e proporcionar uma tentativa de humanização no ambiente de trabalho e melhora da qualidade de vida. Um trabalho psicológico preventivo pode ser realizado pelo psicólogo no ambiente de trabalho, em sala cedida pela empresa, sem que o funcionário tenha que se ausentar da empresa e de seu setor por muito tempo.

A quantidade de afastamentos de profissionais por transtornos mentais e comportamentais registrada pela Previdência Social cresceu 22 vezes.

De 2006 a 2009, auxílios a trabalhadores por doenças como depressão e estresse saltam de 612 para 13.478, segundo o Ministério da Previdência.

A principal causa segundo Remígio Todeschini, Diretor de saúde e segurança ocupacional, é a mudança em 2007 da notificação – o profissional não tem mais que provar que a doença foi causada pelo trabalho.

Estresse e depressão são transtornos que mais afastam trabalhadores

Jornadas excessivas, ambientes competitivos e hostis e pressão por metas estão entre os principais detonadores. Somam 9 em cada 10 casos de afastamento por transtornos mentais e comportamentais, que juntas equivalem a 12.277 auxílios doença acidentários nessa categoria.

Conforme a coordenadora do grupo Organizações do Trabalho e Adoecimento da Fundacentro, Maria Maeno, “são pessoas que não só adoeceram, mas também ficaram incapacitadas (temporariamente) para o trabalho. Muita gente incapacitada está trabalhando na esfera privada e na pública.

O Psiquiatra Kalil Duailibi comenta que “alguns se escondem com receios de estigmatizados. Temem ser demitidos ou ter o salário reduzido, acrescenta o psiquiatra Catulo César Barros.

Com esse medo e sob pressão de metas e resultados, esses profissionais tentam manter o nível de produtividade elevado. Estendem jornada de trabalho quase automaticamente, com excesso constante aos e-mails e de prontidão para telefonemas.

Alguns exemplos de doenças, podemos mencionar a Taquicardia e Pressão Alta devido ao aumento da jornada de horas de trabalho dentre outras.

Sintomas de Estresse:

Agitação, nervosismo, temor, irritabilidade, dificuldade para relaxar e dormir e noites de sono mais curtas que o habitual, cefaléia ou dor no pescoço, formigamento, sudorese e palpitação.

Sintomas de Depressão:

Humor persistentemente triste ou ansioso, sentimento de desespero, pessimismo, culpa e impotência, perda do interesse ou prazer em atividades anteriormente apreciadas, pouca energia e sensação de fadiga, insônia, despertar precoce ou dormir demais, inquietação e irritabilidade.

Monitoramento é recurso para avaliar saúde mental de equipes

Para combater estresse e depressão no trabalho, a iniciativa privada se arma de estatísticas e programas voltados á qualidade de vida.

Como exemplo, na SulAmérica os remédios mais vendidos aos 150 mil segurados são antidepressivos e ansiolíticos para tratamento de estresse e depressão.

A empresa também investe em acompanhamento por telefone, dança, coral, massagem e terapias alternativas como reflexologia e bambuterapia. Com isso, na avaliação anual, tiveram um crescimento dos índices de satisfação no quesito equilíbrio da vida pessoal e profissional.

No Fleury depressão e estresse figuram em terceiro lugar entre as doenças que mais atingem os profissionais.

Governo

No dia 5 de Maio foi publicada a portaria nº 1.261, do Ministério do Planejamento, com diretrizes para projetos de saúde mental a servidores federais.

Para o órgão a maior parte dos afastamentos do trabalho “são de ordem mental”.

Entre as ações estão programas educativos, monitoramento de riscos ambientais e assistência terapêutica.

Essas iniciativas evitariam que alguém em “sofrimento psíquico” desenvolvesse “transtorno mental”.

Fonte: Jornal Folha de S.Paulo – Publicação: Domingo, 30 de maio de 2010.