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A voz é o complemento musical da fala, fazendo com que se torne melódica, agradável, audível e coerente, sendo essencial para a comunicação eficiente. A voz representa nossa identidade, expressa nossa emoção e motivação permitindo a aproximação do outro.

Com o passar dos anos o indivíduo vai sentindo uma diminuição nas suas habilidades corporais (físicas) que consequentemente interferem no Funcionamento do aparelho fonador (conjunto de órgãos responsáveis por produzir a voz).

O envelhecimento vocal é chamado de PRESBIFONIA que acompanha o desenvolvimento normal de envelhecimento humano. Há, no entanto, modificações ocorridas na laringe que interferem na qualidade da voz e podem prejudicar a comunicação. As alterações vocais mais frequentemente associadas ao envelhecimento são rouquidão, soprosidade, redução da intensidade e instabilidade fonatória.

Como a Fonoaudiologia pode ajudar?

O objetivo da Fonoaudiologia na função vocal é, principalmente, minimizar o impacto produzido pelas mudanças biológicas, investindo em ações preventivas, contribuindo com eficiência e eficácia para a melhoria ou prevenção da qualidade vocal necessários para comunicação.

Cuidados com a voz:

  • Desenvolva o hábito de beber 8 copos de água por dia em temperatura ambiente.
  • Em condições desfavoráveis de saúde como resfriados, gripes ou alergias das vias respiratórias, poupe o uso da voz.
  • Em situações de fala, mantenha a postura do corpo ereta.
  • O sono é fundamental para repor as energias despendidas ao longo do dia.
  • Poupe sua voz em ambientes ruidosos, evitando “competir” com o barulho.
  • Cultive sempre momentos de lazer e atividades físicas, pois eles contribuem para uma boa produção vocal.
  • Evite o fumo, pois a fumaça quente agride as pregas vocais e todo sistema respiratório.
  • Evite bebidas alcoólicas, pois estas atuam como anestésicos, dando a sensação de melhora da voz e mascarando seu abuso (o mesmo vale para sprays, pastilhas e drops).
  • Evite alimentos muito condimentados e bebidas gasosas, principalmente antes do uso intenso da voz, pois eles aumentam a secreção no trato vocal.
  • Articule corretamente as palavras, abrindo bem a boca para amplificar os sons.
  • Aqueça a voz com exercícios específicos, orientados pelo Fonoaudiólogo, nos momentos que antecedem o uso intenso da voz.
  • Use roupas confortáveis, que não apertem a região do pescoço, tórax e abdômen.
  • Se você for alérgico, evite a exposição á poeira, gás e cheiros fortes.
  • Evite falar ou gritar durante muito tempo.
  • Evite pigarrear ou tossir, pois tais hábitos provocam atrito nas pregas vocais.
  • Prefira engolir saliva ou tomar água para aliviar a sensação de desconforto.
  • Evite mudanças bruscas de temperatura.
  • Mastigue bem os alimentos, dando preferência aos leves, e evite os muito condimentados.

Cuide de sua voz ele é necessária para você se comunicar cada vez melhor.

Andréa Gomes Ribeiro – Fonoaudióloga

A quantidade de afastamentos de profissionais por transtornos mentais e comportamentais registrada pela Previdência Social cresceu 22 vezes.

De 2006 a 2009, auxílios a trabalhadores por doenças como depressão e estresse saltam de 612 para 13.478, segundo o Ministério da Previdência.

A principal causa segundo Remígio Todeschini, Diretor de saúde e segurança ocupacional, é a mudança em 2007 da notificação – o profissional não tem mais que provar que a doença foi causada pelo trabalho.

Estresse e depressão são transtornos que mais afastam trabalhadores

Jornadas excessivas, ambientes competitivos e hostis e pressão por metas estão entre os principais detonadores. Somam 9 em cada 10 casos de afastamento por transtornos mentais e comportamentais, que juntas equivalem a 12.277 auxílios doença acidentários nessa categoria.

Conforme a coordenadora do grupo Organizações do Trabalho e Adoecimento da Fundacentro, Maria Maeno, “são pessoas que não só adoeceram, mas também ficaram incapacitadas (temporariamente) para o trabalho. Muita gente incapacitada está trabalhando na esfera privada e na pública.

O Psiquiatra Kalil Duailibi comenta que “alguns se escondem com receios de estigmatizados. Temem ser demitidos ou ter o salário reduzido, acrescenta o psiquiatra Catulo César Barros.

Com esse medo e sob pressão de metas e resultados, esses profissionais tentam manter o nível de produtividade elevado. Estendem jornada de trabalho quase automaticamente, com excesso constante aos e-mails e de prontidão para telefonemas.

Alguns exemplos de doenças, podemos mencionar a Taquicardia e Pressão Alta devido ao aumento da jornada de horas de trabalho dentre outras.

Sintomas de Estresse:

Agitação, nervosismo, temor, irritabilidade, dificuldade para relaxar e dormir e noites de sono mais curtas que o habitual, cefaléia ou dor no pescoço, formigamento, sudorese e palpitação.

Sintomas de Depressão:

Humor persistentemente triste ou ansioso, sentimento de desespero, pessimismo, culpa e impotência, perda do interesse ou prazer em atividades anteriormente apreciadas, pouca energia e sensação de fadiga, insônia, despertar precoce ou dormir demais, inquietação e irritabilidade.

Monitoramento é recurso para avaliar saúde mental de equipes

Para combater estresse e depressão no trabalho, a iniciativa privada se arma de estatísticas e programas voltados á qualidade de vida.

Como exemplo, na SulAmérica os remédios mais vendidos aos 150 mil segurados são antidepressivos e ansiolíticos para tratamento de estresse e depressão.

A empresa também investe em acompanhamento por telefone, dança, coral, massagem e terapias alternativas como reflexologia e bambuterapia. Com isso, na avaliação anual, tiveram um crescimento dos índices de satisfação no quesito equilíbrio da vida pessoal e profissional.

No Fleury depressão e estresse figuram em terceiro lugar entre as doenças que mais atingem os profissionais.

Governo

No dia 5 de Maio foi publicada a portaria nº 1.261, do Ministério do Planejamento, com diretrizes para projetos de saúde mental a servidores federais.

Para o órgão a maior parte dos afastamentos do trabalho “são de ordem mental”.

Entre as ações estão programas educativos, monitoramento de riscos ambientais e assistência terapêutica.

Essas iniciativas evitariam que alguém em “sofrimento psíquico” desenvolvesse “transtorno mental”.

Fonte: Jornal Folha de S.Paulo – Publicação: Domingo, 30 de maio de 2010.